1. Conter sem destruir evidência
Limite acessos e vetores do incidente, preservando logs, arquivos, alertas e informações necessárias à investigação.
Antes de comunicar de forma precipitada ou apagar rastros importantes, a empresa precisa conter o evento, preservar registros e entender quais dados, pessoas, sistemas e fornecedores foram afetados.
A equipe jurídica não substitui a contenção técnica; a tecnologia não substitui a avaliação de obrigações e responsabilidades. As duas frentes precisam funcionar juntas, com decisões registradas.
A sequência abaixo ajuda a estruturar a conversa interna e a análise jurídica. Ela não substitui a avaliação do caso concreto.
Limite acessos e vetores do incidente, preservando logs, arquivos, alertas e informações necessárias à investigação.
Registre quando o evento foi detectado, o que ocorreu, quais medidas foram tomadas e quem participou das decisões.
Identifique sistemas, categorias de dados, titulares, quantidade aproximada, criticidade e possíveis consequências.
Se terceiros estiverem envolvidos, preserve comunicações, contratos, SLAs, responsabilidades e evidências técnicas.
Analise deveres contratuais, regulatórios e de comunicação aplicáveis ao caso concreto antes de definir mensagens externas.
Registre causa, medidas corretivas, mudanças de controle e aprendizados para evitar recorrência.
Não é prudente assumir uma resposta única para todos os casos. A decisão depende da natureza do evento, dos dados, do risco, das obrigações aplicáveis e das informações já confirmadas.
A contenção técnica pode exigir ações imediatas, mas destruir evidências relevantes pode dificultar investigação, responsabilização e demonstração das medidas adotadas.
É importante verificar papéis, contrato, dados envolvidos, medidas do fornecedor e deveres de cooperação. A terceirização não elimina automaticamente responsabilidades da empresa.
Envie um resumo do contexto e dos documentos disponíveis. A primeira etapa é delimitar o risco e organizar as informações relevantes.